quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quando disse na saída,
deixo meu sorriso
disse bem,
até sorrir pra você
não vou sorrir pra mais ninguém
também disse,
o que se deixa é o que permanece
não esqueça essa sou eu,
que agora desapareceu
E se mais não disse, é que sorria
um sorriso que ficasse,
para depois de ter ido
como se nunca partisse,
como se tudo existisse
ah! se eu soubesse,
ah! se você me visse


- Alice Ruiz -

It's true.

Coragem de amar e desamar, coragem de morrer e desmorrer,
coragem da cólera, da tristeza - ô Deus -
até nos enterros, as pessoas tão contidas, tão exemplares.
Se controlando pra não chorar alto, porque se o choro fica forte
já vem alguem com a pílula, a injeção, o analista.


- Lygia Fagundes Telles - 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010



We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

terça-feira, 7 de dezembro de 2010



- Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas, tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme, só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando:
- Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando.


Caio Fernando Abreu.

sábado, 4 de dezembro de 2010



Mas nós somos um quadro de Klimt, O beijo para sempre, fagulhando em cores. Resistindo a tudo seremos dois velhos felizes de mãos dadas numa tarde de sol.

Pra sempre, te amo.


- Vanessa da Mata -  

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Era uma vez o País das Fadas. Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor idéia de como fazer para chegar lá. Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar!


Caio Fernando Abreu

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fantasia e realidade brigam.


Se você pedisse para eu descrever a imagem de meus últimos dias eu lhe diria o seguinte:
Está no fim na tarde… Ou seria início da noite? Bem, não sei bem. É como um filme de rolo. São várias fotos passando em alta velocidade criando a ilusão do movimento. É isso. O movimento é uma ilusão. Tudo está parado, parado demais. Olhando de dentro de um ônibus pela janela é a mesma sensação que se tem. São dois universos vizinhos um do outro. É o mundo que passa do lado de fora, são as pessoas do lado de dentro. Mas voltando ao olhar pela janela… Olhar pela janela é como um filme antigo. Aquele lance do “movimento ilusório”. As coisas paradas lá fora se movem rapidamente e parecem imagens. Não sei, é sério demais para uma conversa descontraída.
Meus caros, são muitas as bobagens já ditas (acima, principalmente), mas percebam: voam os dias. Ontem foi segunda. Hoje é terça. O tempo passa tão depressa que já parece que se passaram um tarde inteira enquanto escrevo isso. Não sei. É sério demais para mim.