
Não é o que se pode chamar de uma história original. Mas não importa: é a vida real!
Acordar de madrugada vindo de outro planeta, sentir-se só; Uma criança num berço de ouro e a ferrugem ao seu redor. Os muros da cidade falavam alto demais. Coisas que ela não podia mudar, nem suportar. Ela quis voltar para casa, cansou da violência que ninguém mais via. Viu milhões de fotografias e achou todas iguais.
Conta pra mim o que te fez chorar;
nunca mais quero te ver chorar!
Nunca mais.
Ofereci abrigo, um lugar para ficar; e ela me olhou como se soubesse desde o início que eu também não era dali. E quando sorriu ficou ainda mais bonita. Tinha a força de quem sabe que a hora certa vai chegar. Lágrimas no sorriso, mãe e filha, chuva e sol. Segredos que não podia guardar, e não conseguia contar.
Conta pra mim o que te fez chorar;
nunca mais quero te ver chorar!
Nunca mais!
Ainda ando pelas mesmas ruas. A cidade cresce e tudo fica cada vez menor. Agora eu sei que a vida não é um jogo de palavras cruzadas, onde tudo se encaixa. O que será que ela quis dizer? Cinco letras, começando com a letra 'A'.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Começando com a letra 'A'.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
deixo meu sorriso
disse bem,
até sorrir pra você
não vou sorrir pra mais ninguém
também disse,
o que se deixa é o que permanece
não esqueça essa sou eu,
que agora desapareceu
E se mais não disse, é que sorria
um sorriso que ficasse,
para depois de ter ido
como se nunca partisse,
como se tudo existisse
ah! se eu soubesse,
ah! se você me visse
It's true.
coragem da cólera, da tristeza - ô Deus -
até nos enterros, as pessoas tão contidas, tão exemplares.
Se controlando pra não chorar alto, porque se o choro fica forte
já vem alguem com a pílula, a injeção, o analista.
- Lygia Fagundes Telles -
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
- Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas, tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme, só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando:
- Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando.
Caio Fernando Abreu.
sábado, 4 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Era uma vez o País das Fadas. Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor idéia de como fazer para chegar lá. Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar!
Caio Fernando Abreu


