domingo, 11 de abril de 2010

Ainda dói.

“A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda adeus velho mundo.
Há um segundo tudo estava em paz.”
(Paralamas do Sucesso)

Acho incrível como tudo pode mudar num segundo. Nessa fração ínfima de tempo que parece não fazer diferença, você pode mudar a rota da tua trajetória e com isso perder todo o seu equilíbrio. 

Há uma semana eu mudei minha rota. Escolhi ir de encontro com o incerto, com o inesperado. Decisão errada? Não. Nem de longe me permito acreditar que foi errado. No entanto, este caminho é escuro e sinuoso, cheio de surpresas.

Não consigo entender como se pode gostar tanto de alguém que você nunca viu, nunca tocou. Não entendo como minha personalidade, que procura sempre ser racional, conseguiu deixar que alguém tão distante exercesse tanta influência em minha vida. E  pior: isso tudo é tão louco que eu posso estar em qualquer lugar, com qualquer pessoa e me lembrar de você por um motivo simples; como escutar uma música. (...)

São tantos pontos em comum, tantas ações e gestos que te trazem a mim, e simultaneamente, me levam a você. Uma conversa, um sorriso, um momento ou até mesmo um único “boa noite” é o bastante para que eu me sinta bem. Era pra ser a combinação perfeita. Eu e você, nada mais. 

Porém existem inúmeros fatores negativos que nos induzem a desistência e, nos impõem ‘um seguir em frente’. A distância é a mais cruel, a mais dolorosa.  Mas, “apesar dos pesares” a saudade insiste com sua presença. Trazendo com ela as lembranças que deveriam ficar guardadas lá no passado. O sentimento é forte e nos deixa assim, frágeis e impotentes, com uma realidade que não pode ser modificada. Eu sei que não deveria estar escrevendo tais coisas. Eu sei. Mas, são exatamente 05h13min da manhã e ainda não consegui dormir. Algo dói em mim.

Te vi “falar” tantas coisas, sobre todo o sentir que ainda existe, e naquele momento me segurei o quanto pude para não falar da reciprocidade. Eu percebi o quão vulnerável você estava e tive muito medo que minhas palavras piorassem o seu estado. Mas, acontece que estou com tudo preso aqui dentro. Com um turbilhão de emoções que me deixam como uma “bomba-relógio”, capaz de explodir a qualquer momento. Eu tive que ser forte por mim e por você. E continuo tentando ser... Contudo, eu precisei achar uma forma de aliviar toda essa tensão interna que está me consumindo. Eu precisei arranjar uma maneira de por isso pra fora e, de certa forma, me sentir melhor. Te falei há menos de duas horas que ia me afastar, que iria fazer o que fosse possível para que tu ficasses bem. E vou fazer, acredite! Apesar de não ter a mínima ideia de como começar. 

Por favor, tenta entender que a nossa conversa me abalou emocionalmente. E por isso estou aqui, escrevendo essas (confusas) palavras. Peço que me desculpe, pois sei que se você acabar lendo isso, não vai ficar bem. Não me culpe por me sentir assim. Por favor, não me condene por não ser forte o suficiente e simplesmente sumir...

Sinto muito que as coisas necessitem acontecer dessa forma para que nossas vidas dêem certo. O que me resta é, mais uma vez, aceitar. Porque eu posso preencher inúmeras linhas aqui, mas, não existe nenhuma palavra nesse mundo que possa traduzir como estou agora.

Escrito em 22/03/2010. 
Por: LaraLeite

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A sensação de entorpecimento ainda é a mesma. Os dias que já se passaram não diminuiram em nada o sentimento que está aqui dentro. É como se todas as células que constituem o meu ser estivessem direcionando as suas reações metabólicas na síntese dessa dor incessante. Antes de você, viver era fácil... 


 Para ler escutando: That's What You Get - Paramore

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