segunda-feira, 19 de julho de 2010

Só você.

Duas horas da manhã, vento frio entrando sorrateiramente pela janela me pegando de surpresa com o corpo semi nu fora da cama, estou pensando em você. O tic tac do relógio martela os segundos incontáveis nos quais meus olhos se negam a fechar, o luar projeta desenhos no teto enquanto brinca com a cortina púrpura, até agora já vi animais, flores e objetos, mas só penso em você.


Faço cara feia para a parede quando lembro da nossa conversa dias atrás, quando você disse que eu não sentia sua falta, quando disse que eu vivia com pessoas ao meu redor me mimando e tentando lutar pela minha atenção... mas que bobo! Será que você nunca se perguntou porque estas pessoas vivem fazendo isso? É porque elas nunca conseguem minha atenção inteiramente, pois meus pensamentos rondam os seus, eu vivo procurando você nas ruas... não me vê?

Sinto sua falta todos os dias, como um peixe fora d'água que precisa respirar e não consegue. E esse teu medo bobo que eu me jogue em outros mares, que respire outros ares e me banhe em águas estrangeiras me deixa tão chateada! Eu quero tanto ser tua, tanto me entregar pra você, apenas pra você... todos os dias e noites, todas as horas e minutos, contar os segundos pros teus olhos se abrirem todas as manhãs e encontrarem os meus, ta difícil perceber isso?

Os olhos se fecham, o sono me pega, me entrego aos braços de Morfeu, Senhor dos Sonhos, eis que você surge. Tão bom sonhar contigo, ver o teu sorriso à poucos milímetros do meu rosto, poder encostar a minha boca na tua e, em silêncio, na suavidade do beijo, te mostrar esse sentimento acumulado que só quer sair do corpo e virar realidade constante.


[Lorrayne T.]


(modificado.)

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