domingo, 5 de setembro de 2010

Não tem preço.



Depois foi ao Hyde Park e deitou-se na grama quente,
abriu um pouco as pernas para o sol entrar. Ser mulher
era uma coisa soberba. Só quem era mulher sabia.
Mas pensou: será que vou Ter que pagar um preço
muito caro pela minha felicidade? Não se incomodava.
Pagaria tudo que tivesse de pagar. Sempre pagara e
sempre fora infeliz.

 - Clarice Lispector -

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